quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Top 5: Gaita

Este post é dedicado à minha amiga Drika.

Todas as vezes que ouço uma gaita me lembro dos filmes de faroeste. Considero um instrumento bem difícil de aprender e um dos mais fascinantes também. Daí a dúvida: como aprender gaita? Segundo a teoria da minha querida Drika, aprende-se gaita na prisão! Acho que os desiludidos também possuem uma pré-disposição para o aprendizado do instrumento, pois o som da gaita é devastador. Nem vou mencionar todos os maravilhosos blues e na minha lista só tem uma do Bob Dylan, ok!?

Drika, essas são para sua playlist:

5º Lugar – The Times They Are A-Changin – Bob Dylan (o que falar sobre essa música?)


4º – All I Want Is You – Barry Louis Polisar (uma alegrinha pra mostrar que gaita não é um instrumento depressivo)



3º – Stardust – Willie Nelson (essa é linda demais)



2º – The Vagabond – Air (quando ouço essa me sinto “like a vagabond in the distance looking for a song to sing)


1º - El Mensajero – Gotan Projet (é a que eu mais gosto, apesar de gostar de todas)

Menção honrosa para “Man With The Harmonica” de Ennio Morricone, porque gaita é um instrumento western.

E por hoje é só folks.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O voto do homem cordial

Aproveito o ensejo das eleições para postar aqui um texto de Edvan Pacheco, colega de profissão e recentemente descoberto como grande cronista, segue:

O voto do homem cordial

A cada eleição no Brasil se sobressai a tese do historiador Sérgio Buarque de Holanda de que o brasileiro é um "homem cordial", ou seja, aquele que, em detrimento da razão, age motivado pelo coração, pela emoção e pelo sentimento.

Não encontro outra forma de justificar a vitória de algumas figuras que jamais seriam eleitas, caso botássemos a cabeça pra pensar. Senão, vejamos: você escolheria para construir sua casa alguém que se apresenta como engenheiro, sendo que jamais esboçou um projeto sequer e sempre trabalhou como dentista? Ou outro que diz ser pedreiro, mas nunca levantou uma parede e trabalhava como padeiro? E para representar seus interesses vários, você contrataria um advogado ficha suja? Como segurança, você contrataria um ladrão?

Se a resposta for não, como explicar por que cargas d'água elegemos figuras sem nenhuma história política, das quais desconhecemos as verdadeiras intenções e capacidades? E outras, cujo currículo mata de inveja qualquer bandido da Papuda?

Podemos responder que é "a força da grana que ergue e destrói coisas belas". Sim, o poder econômico tem grande parcela de contribuição na eleição de qualquer candidato. Mas só isso não basta. Não me consta que Tiririca tenha feito uma campanha milionária. Nem que Liliane Roriz comprou todos os 21.999 votos que recebeu.

Bem, já que citei o nome do coronel que o coronel Sarney enviou "de presente" aos moradores do DF em 1988, analisemos seu caso.

Quem são os eleitores de Roriz?

Uma parcela, a menor, é composta de aproveitadores ricos e pobres que se "dão bem" nos seus governos ou somente durante a campanha. Gente que, de alguma forma, "mama nas tetas do Estado" quando o coronel está no poder, ou que recebe pequenos prêmios, como uma cesta básica, uma camiseta, um almoço, uma promessa de emprego... Não falo de quem recebeu lote para morar. Não acho que quem corretamente recebeu lote para morar "mama nas tetas do Estado".

Outro grupo é formado pelos eleitores conservadores que acreditam de verdade que gente de esquerda come criancinhas. Mesmo que o sujeito jure de pés juntos que não é mais de esquerda, não vai conseguir convencê-lo. Um ex-esquerdista, mesmo se juntando a candidatos ficha suja (como fez Agnelo, ao se unir ao Filipelli), jamais vai receber o voto dos conservadores. Para não eleger quem diz que é ou que foi de esquerda, esse grupo de eleitores, embora religioso, vota até no capeta.

O último e maior grupo são os apaixonados, os que se movem pela emoção, pelo coração. São os homens cordiais descritos pelo pai do Chico Buarque. Eles abraçam o candidato, beijam, pedem autógrafo, tiram foto, passam a mão. Mais parecem adolescentes histéricos no show do Justin Bieber.

Se um alguém na multidão grita: “Ei rapaz, sai de perto desse sujeito, ele é corrupto, bandido! Você corre grande perigo”! O homem cordial vai responder, em êxtase: "O que me importa, cara torta! Estou apaixonado!!!".

Edvan Pacheco

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

horRORIZada estou!

Que tem muitos políticos são atores, isso eu já sabia. Alguns são atores dramáticos, outros são comediantes, existem aqueles que são tão bons que levam você a acreditar na veracidade de toda aquela encenação... Os mal dirigidos geralmente são atores menores, apenas coadjuvantes (candidatos distritais ou estaduais) que acompanham o texto com os olhos, mas mesmo assim nos suscitam todos os tipos de emoção, ou se cai na gargalhada ou se fica terrivelmente penalizado com sentimento de vergonha alheia.


Uma dessas coadjuvantes acabou sendo ganhando um dos papeis principais, de candidata ao governo do Distrito Federal. Não bastando colocar aquele rostinho bonito para estampar a novela eleitoral de horário nobre, a puseram para atuar com o grande elenco, de atores veteranos, que há muitos anos nos fazem chorar de emoção com suas belas atuações.


O resultado não podia ser outro, apesar da bondade do restante do elenco, aquela atriz iniciante, que não merecia mais que uma pequena ponta, conseguiu nos horRORIZar com sua atuação desastrosas.


Vale a pena ver de novo um dos últimos capítulos dessa novela.



domingo, 29 de agosto de 2010

Comédia Eleitoral

Eu não ia postar nada essa semana, mas depois de ver a brilhante campanha de Tiririca, eu não resisti.


Ahhhhh... não posso esquecer do mais novo hit: Lindolfo Pires:



Realmente não gosto de falar sobre política, mas isso não podia passar em branco.

Beijos da Kissú.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Top 5: Músicas de assovio

O que a minha cabeça quando penso em assovio? Como diz a minha queria avó, o “assobio” me remete a filmes de faroeste, assassinos profissionais e alegria. Profissional do assovio que seu, resolvi postar aqui as cinco músicas assoviadas que mais gosto.

5º Lugar – Colonel Bogey March, tema do filme “A Ponte do Rio Kwai”

4º Lugar – The Good, The Bad and The Ugly, de Ennio Morricone (que de maricas não tem nada), no vídeo, a versão de Hugo Montenegro.

3º Lugar - Twisted Nerve de Bernard Herrmann (música que dá todo o charme à cena da enfermeira e ficou conhecida como Killer Song)

2º Lugar – Per Qualche Dollaro In Piu, sequência de Titoli, também de Ennio Morricone (essa música é tema do western “Por um Punhado de Dólares, muito bem reutilizada no filme Kick Ass)

1º Lugar – Alpha Beta Gaga, do AIR, trilha sonora do meu percurso casa-trabalho quase todos os dias.

video

AHhh... não posso esquecer do prêmio de menção honrosa para Whistling Dave, dabanda Scooter, de ouvir a música inteira e for fanático por games como eu, vai entender.

Beijokas da Kissú.

P.S. 1: Fiquei um tempão sem postar pq estava participando de uma seleção, que já acabou (ou seja, vou postar com mais frequência) e agora estou torcendo pelo resultado.

P.S. 2: Não sei postar mp3, mas tenho todas as músicas, se quiserem os arquivos, é só me mandar o endereço de e-mail que encaminho.

P.S. 3: Pra quem gosta de assovios como eu, recomento o site "all whistling songs": http://allwhistlingsongs.blogspot.com/


sexta-feira, 23 de julho de 2010

A brutalidade não é mais a mesma



Nos tempos em que a masculinidade é representada por um rapaz magrelo que brilha ao sol, tudo é possível. A mais nova onda é o silicone masculino, sabe, pra definir o peitoral, os bíceps, os glúteos... Então quer dizer que músculos agora não são mais sinônimos de força, se bem que já faz tempo que não é mais assim, antes disso tinha os anabolizantes e essas coisas. A metrosexualidade vem crescendo mais e mais. Salões e clínicas de estética e de cirurgia plástica não são mais coisas de mulher. Até aí tudo bem, pois qual é a mulher que não gosta de ver esses gatíssimos por aí...


Mas eu queria falar mesmo é da brutalidade. Qual é o objeto das lutas marciais? Bater! (Vale ressaltar que não estou fazendo nenhum tipo de apologia à violência, sou totalmente contra a utilização das lutas fora dos ringes e tatames). Há algum tempo pratico Muay Thai, na primeira aula eu levei um chute na canela que me deixou um troço no formato de um ovo de galinha verde na perna, quando disse pra minha mãe que era um bom esporte para meus irmãos, ela presenciou o momento em que levei um chute no nariz.


Tive que parar por algum tempo, descobri que sou asmática e estava muito complicado fazer tamanho esforço físico. Eu me tratei, e voltei a lutar, mas a aula não era mais a mesma. Tava tudo misturado, crianças muito novas fazendo a aula com adultos e o monte de pessoas que você não pode bater com força (pra não quebrar a unha por exemplo)... Pra lutar a frescura tem que se resumir em luvas rosas e mesmo sendo mais fraco e mais inexperiente não se pode ter medo nem de apanhar, nem de bater. É claro que não quero que me quebrem uma costela, mas estou disposta a levar uns chutes e socos para atingir meu objeto: emagrecer, ficar gostosa e principalmente bater, porque é uma coisa que não posso fazer por aí.


Brutalidad, cabrones!



Beijos da Kissú!