quarta-feira, 28 de maio de 2008

sábado, 19 de abril de 2008

The adventures of Cabeludo-boy III

Quero saber se estão gostando e acompanhando as tiras do Cabeludo-boy. O que acham do personagem e tal? Gostaria de ter um feedback de vocês.
A saga deste mais novo herói continuará a ser contada aqui no BligBlegBlog, mas o rumo dessa história só poderá ser traçada com a ajuda de vocês.

Beijos da Kissú!



domingo, 13 de abril de 2008

The adventures of Cabeludo-boy II

Depois de chuvas de pedidos, venho com uma nova tira do Cabeludo-boy. Devido às críticas, estou fazendo aperfeiçoamentos nos desenhos e até criei cenários. Se acharem a imagem pequena, basta clicar nela para que fique maior, ou me mandar uma mensagem que eu mando por e-mail sem problemas...



Espero que se divirtam.



Beijos da Kissú!

terça-feira, 8 de abril de 2008

The adventures of Cabeludo-Boy I

Além de modelo, manequim, escritora, cantora e atriz, eu também sou roteirista, desenhistas e colorista, e vou postar aqui algumas histórias desse mocinho...
Espero que gostem, mas se não gostarem, pelo menos atualizei o blog e ninguém pode reclamar...

.

Beijos da Kissú!



domingo, 23 de março de 2008

O Super-Herói em mim


Na TV todos têm poderes especiais, uma maratona de "Heroes" ontem me fez refletir, pensar nos nossos super-poderes. Sem dublês ou efeitos especiais, conseguimos ser ainda mais super-heróis e heroínas aqui mesmo, na vida real.
Poder de regenerar corações por várias vezes partidos; ser mais forte que o Hulk para livrar a cara de um amigo; de trabalhar oito horas, pegar pelo menos três de trânsito, estudar, comer, dormir e ainda ter tempo para ler o jornal e namorar; poder de nunca esquecer certas coisas; de ler as necessidades dos que estão próximos, sem que estes sequer abram a boca; de se livrar de uma doença chata em segundos para aproveitar um dia de cachoeira.
Sei lá se existe dessas coisas de "poder de atração", mas o fato é que somos dotados de habilidades especiais e únicas, cada um tem a sua e por isso é herói da sua maneira. Que fique bem claro que isso não é motivo para uso de roupas "especiais", como fazem os Super-EMOtivos, e outros supers que existem por aí.
Eu queria ter o super poder de estar sempre com aqueles que amo, mas como não é possível estar fisicamente em vários lugares, eu ofereço a cada um deles um teco do meu coração e meus pensamentos (sempre positivos), essa é minha forma de estar com vocês (a Carol é praticamente onipresente).
Não quero ser apenas um movimento (você sabe bem o que quero dizer, né?), eu quero ser uma força atuante, que revitaliza sempre o que está em minha volta, que transmita alegria, que cure mágoas e enxugue lágrimas. Não preciso necessariamente comandar e mandar em tudo, só fazer aproximar o que é bom e não deixar mais ir embora.
Quero ser imã de felicidade, não de metais; quero transmitir vibrações positivas, não dirigir pensamentos; quero ser fonte inesgotável de alegrias, mas não como gênios de lâmpadas mágicas que realizam desejos, pois nem sabemos o que desejar. Quero estar presente sempre que meus amigos necessitarem, e se preciso for, pra isso eu uso até teletransporte.
As coisas não são tão simples, não é só mexer o nariz para coisas aparecerem. Nós, super-heróis normais, temos que movimentar o corpo todo e agir para fazer acontecer. Eu estou fazendo isso, mas quero saber de você?


Tomem cuidado com as kriptonitas e sigam em frente, para o futuro e além!


Beijos da Super-Kissu!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Cadê aquela infância?


Ontem estava pensando no futuro, não no que quero ser ou ter daqui a 10 anos e sim em como será a vida dos meus filhos. Será que não vai ter carinhos de rolimã, brincadeiras de casinha, pique-pega, pique-esconde, pique-bandeirinha, nem piquenique? Eu não vejo as crianças do meu condomínio falando do monstro do banheiro da escola, e sim trocando “chiaters” de jogos on-line, e, na maioria das vezes, isso nem é feito com todo mundo sentado na calçada e sim por telefone.
Não vejo mais as crianças chamando os avós de senhor ou senhora. Nessa nova ordem que se forma, é difícil ver algum jovenzinho tratando com carinho e educação até mesmo os pais. Isso não é nenhum hormônio na comida, é uma nova tendência, a do individualismo acima de tudo. Alguns pais têm aquela brilhante idéia, dar tudo o que não tiveram quando crianças: roupas, brinquedos, pequenos luxos... mas acabam esquecendo de passar adiante aquilo que lhes foi abundante na infância: carinho, limites, atenção, tempo.
Tempo! Isso talvez seja o mais complicado. Como uma mãe moderna faz para sair do trabalho e resolver uma briguinha de escola? Se ela não for a mulher maravilha, esse tipo de coisa fica em segundo plano. Outra situação, birra acompanhada da clássica frase “Eu quero!”, se gasta muito mais tempo tentando explicar por que não do que passando no caixa e efetuando a compra, por isso, na maioria dos casos, os pais optam pela segunda alternativa.
As próprias crianças também não têm tempo como tínhamos a poucos anos atrás. São pequenos executivos com horários apertados, sendo treinados para um mercado de trabalho competitivo. Escolas em tempo integral! Computador e televisão para preencher os horários sem cursinhos...
Com essa fórmula, o resultado não poderia ser diferente. É batata! As crianças de hoje se tornaram monstrinhos consumistas e individualistas.
Fico sim saudosa dos meus anos de roça, em que eu subia nas árvores e ficava a tarde toda na rua sem nenhuma preocupação. Minha infância aqui na cidade continuou muito feliz mesmo sem o ambiente bucólico do campo. Ninguém morria por não ter celular e brincávamos na rua sem medo nenhum de seqüestros relâmpagos. Era raro sair para ver um filme no cinema e comer “fast foods”, mesmo por que tinha sessão da tarde e as mães faziam pipoca. Íamos sempre a parques, ao zoológico, brincar com os primos e todo mundo se divertia. Ninguém tinha Orkut, mas não perdíamos o contato com os amigos.
Depois de todas essas divagações, fiquei pensando nos pestinhas adoráveis que virão, imaginando como serão meus filhos... Não quero que sejam pequenos gênios, ou que saibam falar quatro idiomas, nem que estejam preparados para o vestibular com 13 anos de idade. Eu quero ter filhos felizes. Também quero aproveitar a infância deles, jogar ludo e adedonha, almoçar junto, acompanhar a realização das lições, ouvir as novidades da escola e tudo o mais. Na verdade eu nem sei se vou ter filhos, mas se tiver, não quero ensinar apenas à competir, quero ensinar como dividir, respeitar o próximo e acima de tudo amar o mundo que existe fora deste universo interior do próprio eu.
Companheirismo, solidariedade, altruísmo, amor, respeito, carinho e outra porção de palavras simplesmente maravilhosas não podem sair do dicionário. Cabe a nós não deixar o que elas representam morrer e passar tudo isso para nossa prole.
Vamos voltar todos à infância!!
Beijos da Kissu!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Contando um conto.... 4 (the End)

Flor Amarela
.
.
(Parte IV)
.
Marquei um encontro com a minha menina, ela não pode recusar meu convite pois, além de amigos, éramos pedaços complementares de uma mesma coisa. Naquela noite vesti minha melhor roupa, cuidei da minha aparência como há muito não fazia. Aquela era uma noite única, era a noite do grande sacrifício. Fui à casa dela e ela já me esperava perfeita, vestida com um vestido claro e leve. Eu nunca a tinha visto tão linda, naquela noite ela não parecia esconder sua beleza divina, tudo aquilo era para mim. Ela estava mais silenciosa que nos dias anteriores, não falava das suas experiências na Europa nem do namorado 15 anos mais velho, apenas se deixava conduzir pela mão.
Eu a levei ao parque onde eu acalmava minha febre infantil. Aquela era uma noite perfeita, as estrelas brilhavam e todas as árvores estavam floridas. O lago que havia ali perto refletia toda a beleza daquela noite entre as folhas caídas. Estava tudo pronto para minha passagem, tudo estava perfeito para minha transição de mortal para deus. Eu a segurei pelos pulsos e fiz com que entrasse na água. Foi a primeira vez que vi o medo em seus olhos. Ela me temia, ela me respeitava e eu podia sentir que estava me transformando em um deus.
Eu fiz com que ela percebesse que era uma sereia, uma rainha, uma deusa. Ela tentava se soltar, se debatia e tentava de alguma forma se comunicar comigo, meu poder começava a se sobrepor ao dela, mas ainda não conseguia entender aquela língua celeste que ela usava dentro da água. Mesmo sem poder fazer nada, totalmente impotente e indefesa, ela era tudo, sua presença transcendia o seu pequeno corpo mortal e começava a se espelhar em todas as coisas. Agora ela era uma flor amarela que eu esmagava com as mãos, que eu não queria ver murchar. Quando vi que ela não se mexia mais, a peguei no colo. Nunca imaginei que ela fosse tão leve. Eu a deitei na grama e me pus junto a ela. Ela acalmou a febre do meu coração com seu corpo frio. Naquele momento eu me senti completamente purificado, naquela hora eu já não era mais um homem, eu era um deus, ao lado dela, meu sacrifício, eu era completo, eu era tudo, eu era um deus.
.
Fim